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O que 105 anos puderam me ensinar

tempoAntes do final da semana passada, enquanto me arrumava para ir ao trabalho, recebi uma mensagem via whatsapp do meu pai. Era ele me avisando que minha avó tinha acabado de falecer.

Uma pessoa que nasceu em 1915 e deu seu último respiro em 2020, que teoricamente viu 2 guerras mundiais, que viveu o início de grandes momentos, que viu muitas coisas doidas acontecendo com as pessoas e com os países… certamente teria um repertório absurdo caso se lembrasse de tudo, caso a memória não falhasse ao longo de suas últimas décadas.

E todas histórias que conheço e todos momentos que já vivi não devem chegar a um milésimo do que ela viu, presenciou e viveu. É como se tudo o que conheço e fiquei sabendo fosse praticamente irrelevante perto daquele universo de conhecimento.

E o mais interessante nisso tudo é que ela podia ser considerada uma mulher livre, mesmo tendo casado, criado seus filhos, vivido com seus netos e conhecido seus bisnetos, eu a considerava meio independente pois ela ia para sua ginástica matinal com as amigas, cantava no clube de idosos japoneses (na verdade, ela era campeã de karaokê e acumulava troféus e medalhas… que não cabiam mais em suas estantes da sala), também já tinha sido tesoureira deste mesmo grupo. E as viagens? Viajou muuuuito! E uma das viagens foi para o Japão, de onde tinha saído há muito tempo atrás… foi rever sua família –> me parece que quando ela tinha uns 15 anos, ela foi “emprestada” para um casal de amigos da família que queria vir ao Brasil. Visto que o ponto final da Segunda Guerra, no Japão, foram as bombas atômicas anos depois, não posso dizer se pode ter sido melhor ela ter vindo ou não.

De qualquer forma, esta mulher viveu e viveu bem.
Eu não cheguei a perguntar a ela se havia algum arrependimento por parte dela em sua vida… até porque não sei se ela entenderia tal pergunta. Sinceramente, acho que ela não se arrependeu de nada.

Acredito que toda esta vida dela tenha sido uma lição que ficou. Nós temos nossas responsabilidades, nossas batalhas e lutas diárias que temos o dever de cumprí-las, de ir lá e fazer acontecer, independente de estarmos bem ou mal. No entanto, também precisamos nos lembrar de aproveitar a vida, de trazer alegria ao nosso dia a dia, de sermos meio “Moana” (meio exploradora) se esta for a vontade. Aproveite a vida enquanto está vivo, escutando, andando, se lembrando das coisas… até mesmo 105 anos podem passar muito depressa.

A palavra-chave é “novidade”

O que você faz no final do dia?

Tem gente que pode me responder que lê até o sono vir ou até finalmente escovar os dentes e dar uma última checada nas crianças. Tem até gente que diz que geralmente não lembra da última coisa que faz porque simplesmente “capota”.

Um dia ouvi o que a monja Coen disse em uma de suas palestras transmitidas no YouTube. Ela falou a todos que uma das coisas importantes no final do dia era ver se havíamos aprendido algo novo. E de certa forma, focar neste novo aprendizado nos liberta de ficar pensando muito nas coisas que não são importantes e que acabam nos fazendo pensar em coisas negativas inconscientemente. Sábias palavras.

E vou acrescentar que tão importante quanto checar no final do dia o que você aprendeu é começar o dia aguardando ansiosamente por novidades e por coisas novas a aprender. Às vezes, as novidades vêm como um tsunami, e em outros momentos, você tem que fazer seu próprio esforço em fazer algo diferente para se deparar com coisas novas.

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E não pense que novidades podem ser igualadas a fofocas ou notícias de celebridades instantâneas. Entenda “novidades” como coisas novas que vão acrescentar algo de bom em sua vida, seu trabalho, seus relacionamentos etc.

Pratique e seja feliz. 🙂

Como você resolveria este problema?

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Em meio a esta pandemia da Covid-19, ficamos em casa. Lá fora usamos máscaras, ficamos distantes das outras pessoas, utilizamos álcool em gel, não tocamos em nosso rosto e fazemos de tudo para retornarmos o mais rápido possível para casa. No entanto, tudo isso é um novo hábito meu e seu.

Desde que o período de quarentena começou, por mais que a defesa seja para ficarmos em casa, não tem como não tentar adivinhar como ficam aquelas pessoas em condições vulneráveis, como aquelas que não têm onde morar ou aquelas que até têm, mas a casa é um cubículo e que ainda precisa ser compartilhada com 6, 7 ou mais pessoas. Pior ainda quando estas pessoas não contam com o fornecimento de água limpa para sua higiene.

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Penso ainda como deve ser a situação para aqueles que têm o direito aos 600 reais mensais do governo e que não sabem como consegui-los, seja por falta de informação correta e precisa ou por não saber onde estão seus documentos.
E esses documentos? Se até nós às vezes não nos lembramos onde está um documento, imagine aquela pessoa que mora na rua (que talvez guarde todos os pertences em um saquinho de supermercado), aquela pessoa que mora em um cômodo desorganizado com mais 5 crianças ou aquela que perdeu tudo em enchentes, roubos ou incêndios.

Um dia estava assistindo ao noticiário na TV e achei tão estranho quando o apresentador disse que se as pessoas tivessem dúvida em relação ao cadastro e como obter este benefício de 600 reais, elas poderiam acessar o site…
Eu realmente não sei quantas pessoas, que se encaixam neste perfil, têm o conhecimento ou sabem como abrir um browser e digitar tal endereço… e se conseguem até ter acesso a um dispositivo móvel ou não para acessar a internet. Sei que quem tem boca, vai a Roma. Você pode ir perguntando e se informando com as pessoas ao redor para conseguir as informações corretas, mas e se você estiver cercado de pessoas desinformadas, com informações errôneas… ou pior, com más intenções?

Quando tudo isso começou, por um brevíssimo momento, pensei que a solidariedade talvez ganharia um pouco mais de adeptos, mas é ridículo ver que há pessoas que roubam o dinheiro do auxílio das agências bancárias, que há egos soberanos que colocam o cabresto e olham apenas para suas torcidas equivocadas… e acho que o brasileiro nunca teve tanto medo de viver no Brasil.

Se você tem a possibilidade de ficar em casa, fique. Se você tem a possibilidade de fornecer qualquer ajuda possível às pessoas que estão em condições de vulnerabilidade, ajude. É o que temos que fazer por enquanto pois não temos soluções para todos o problemas citados.

7 lições dos gatos na quarentena

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E quando um dos seres que dividem o espaço com você durante a quarentena é um gato?

Se você observar direito, há algumas coisas que eles fazem que nos identificamos e tem algumas coisas que podemos aprender com eles neste período:

1. FIQUE ATENTO AO QUE OCORRE LÁ FORA, MAS NEM TANTO: Ficamos tão ligados nos noticiários e nas timelines das mídias sociais por novidades sobre a pandemia, sobre a quarentena, o que está acontecendo em outros países etc, que nossa preocupação e stress começam a ficar muito intensos. E isso está errado. Não estou dizendo para não checar mais as notícias, mas acredito que pegar dois momentos brevíssimos do dia para ver o que aconteceu desde a última conferida, já estaria de bom tamanho.

Faça como o gato que é curioso, fica na janela e/ou na varanda, mas ele não fica lá toda hora.

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2. GUARDE SUAS ENERGIAS PARA MOMENTOS-FOCO DO DIA: O gato dorme pela madrugada, manhã e à tarde. Não precisa dormir todo este tempo, mas como você está recluso em casa, e se você dormia 4 ou 5 horas por dia, tenha um sono de “beleza”, durma suas 7 ou 8 horas para repor suas energias para o dia seguinte.

 

 

 

3. MOVA-SE, EXERCITE-SE: Chega um momento da noite em que os gatos despertam como se o sinal do Olho de Thundera tivesse surgido no teto e ficasse se movendo por toda a casa até a madrugada. (caso você não tenha entendido o que citei aqui, busque por “Thundercats” no Google).

Não estou dizendo para enlouquecer à noite, mas depois de seu devido descanso pela noite, você deve ao seu cérebro, ao seu corpo e a si mesmo momentos de movimentos e exercícios. E como você não está se movendo para lá e para cá como geralmente fazia, então talvez tenha que fazer uns exercícios mais frequentes do que aqueles que você fazia “mais ou menos” na academia.

Limpar a casa também conta como gasto de energia.

4. FAÇA SUA HIGIENE: Assim como o gato, faça sua higiene (eu sei que cachorro não faz). Pelo menos neste período de quarentena, duvido que alguém não esteja fazendo isso.

5. RESPEITE SEUS HORÁRIOS: Gatos geralmente querem comer na mesma hora, “capotam” na mesma hora… Você não está de férias e o momento não é para brincadeiras ou descanso. Por mais que você possa dormir até 8 horas por noite, leve a agenda que você tinha antes pois quando a quarentena acabar, você e seu corpo não sofrerão tanto.

6. PASSE UM TEMPO E INTERAJA COM AS PESSOAS QUE ESTÃO COM VOCÊ: Também há momentos em que os gatos gostam de apreciar a companhia das pessoas, querem brincar com elas… e sem interesse algum. Bom, é o momento para você interagir mais e até conhecer melhor as pessoas que vivem com você. Se está sozinho na quarentena, aproveite para fazer vídeo-chamadas com seus familiares e amigos.

7. AFASTE AS MÁS ENERGIAS: Dizem que gatos identificam e afastam as más energias do ambiente e de seus donos. Afaste você também as más energias e pensamentos negativos que venha a ter durante o dia. O pensamento negativo traz stress, faz mal para sua cabeça e seu corpo. Às vezes não é algo fácil pois algumas pessoas já estavam tão acostumadas a conviver com a negatividade diariamente que esta pode ter se tornado uma muleta de quem ela é. Às vezes também pode não ser fácil dependendo das pessoas que convivem com você nesta quarentena ou do lugar em que se encontra. No entanto, um momento como este pede uma mente tranquila para não adoecer o corpo por besteiras.

Economia em época de pandemia

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A quarentena consequente ao novo coronavírus também trouxe à maioria da população a necessidade de realizar medidas de economia dentro de casa.

Seguem abaixo algumas medidas que deixo como sugestão:

  • Corte a Netflix e fique com a Amazon Prime: Não é só pelo preço, mas a quantidade e qualidade dos filmes e séries que a Amazon agora oferece está melhor. Além disso, você também conta com vários livros disponíveis para serem baixados gratuitamente e os prazos mais curtos de entregas para suas compras na Amazon.
  • Você não precisa de TV a cabo: Uma realidade que tem assustado há um tempo as operadoras e canais de TV a cabo é a percepção de sua menor necessidade no dia-a-dia. Com o maior consumo de smart TVs nos domicílios, só houve a confirmação desse fato.
  • Você pode desligar a TV pela tomada: Você certamente não fica o dia inteiro na TV, mas o fato dela ficar ligada na tomada direto (com aquela luz vermelha acesa) continua consumindo energia elétrica (pouco, mas por que deixá-la ligada se você pode tirar o plug da tomada?)
  • Corte a academia: Não há motivos para continuar pagando, principalmente agora. E quando a quarentena acabar, você pode continuar não pagando caso você conte com sala de ginástica no prédio ou ruas seguras na vizinhança.
  • Não é a hora de ficar comprando mais roupas e sapatos: Este alerta fica para a vida com ou sem quarentena. Quanto mais roupas você compra, mais você gasta, maior o espaço em seu guarda-roupas é ocupado e maiores as chances de várias peças de roupas não serem usadas e esquecidas. Conte apenas com roupas boas e que podem ser usadas com várias outras peças diferentes a cada dia para não parecer que você está sempre com o mesmo modelo.
  • Faça compras de comida separadas das de outros itens de mercado: Os alimentos necessitam de um abastecimento mais frequente do que outros itens de mercado. Separando tais compras, você consegue ter uma noção melhor do quanto gasta com um e outro, consegue analisar melhor se há a necessidade de uma troca de ponto-de-venda caso encontre preços melhores para alimentos, por exemplo. E acredite, você começará a fazer compras mais racionais e baratas.
  • Não banque o repositor de prateleiras: Lá se foi a última batata, então eu preciso comprar mais batatas agora. Se a sua compra foi racional, você não precisará colocar a máscara e enfrentar os corredores do mercado neste momento, ou então pedir via delivery. Acabou um legume, use outros restantes para preparar as próximas refeições. Quando você fez a compra, você também calculou em quantas refeições cada item seria consumido para uma próxima compra dali a uma ou duas semanas.
  • Você não precisa de entrega de refeições todos os dias: é fato que a quarentena trouxe a elevação de pedidos de refeições via delivery, porém, para economizar, também houve a necessidade de maior preparo de refeições em casa. E se o motivo de acionar o delivery for pela falta de conhecimento e habilidade de preparar refeições, não há melhor momento para começar a aprender e se aperfeiçoar em casa. Não caia naquele estereótipo de que comida feita em casa é sem graça e sempre mais do mesmo. Há inúmeras receitas e formas de preparo de pratos muito diferentes na Internet, pois com um limão você não faz apenas uma limonada.
  • Doe ou troque os itens encostados: Roupas que você ia passar adiante? Passe-as para aquela vizinha que está costurando máscaras… ou faça as suas próprias. Você também pode fazer permutas com os livros que já estavam para ser doados ou qualquer outro item encostado. Em outros casos, você também pode colocar itens à venda. O importante é ter apenas o necessário pois coisas encostadas e sem uso é dinheiro parado. E se for para trazer algo para dentro de sua casa, lembre-se de higienizá-las.

As sugestões passadas aqui são poucas em relação ao que podemos realmente fazer para economizar em casa durante este período. E certamente, há ações que levaremos como hábitos daqui em diante. O mundo está realmente mudando e nossos hábitos também.

Podcasts que nos salvam

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Já tinha o hábito de ouvir episódios de alguns podcasts todos os dias, mas agora neste momento de quarentena, estou escutando muito mais e sei que muita gente também está fazendo o mesmo.

Deixo aqui minhas sugestões de alguns podcasts que sigo e não perco um episódio:

  1. BRAINCAST – Podcast liderado pelo Carlos Merigo, figura carimbada das épocas iniciais de blogs aqui no Brasil, no caso dele, o B9 (Brainstorm 9). Os episódios sempre contam com debates moderados pelo Merigo sobre temas de tecnologia, comunicação, publicidade e comportamento. O B9 cresceu e agora tem uma família toda de podcasts e blogs de diversos assuntos.
  2. MAMILOS – Podcast liderado por Ju Wallauer e Cris Bartis, que traz debates sobre assuntos polêmicos. Mamilos é podcast da família B9 (Ju Wallauer é esposa do Merigo, do Braincast) e não tem como não ouvir os episódios até o final. Vale a pena seguir mesmo.
  3. POUPECAST – Podcast com a famosa Nathalia Arcuri, a criadora do maior canal de finanças do YouTube. O podcast é recente. Algumas vezes o conteúdo conta com programas que vão ao ar na Rádio 89, e às vezes, episódios realmente produzidos para o podcast. Como no canal do YouTube, Nathalia aconselha e fala sobre como ter uma vida financeira melhor.
  4. DROPS DE INTELIGÊNCIA FINANCEIRA – Podcast… na verdade, áudios dos vídeos do canal com mesmo nome, no YouTube, do Gustavo Cerbasi. Ele que é considerado guru financeiro, também guru inspirador da Nathalia Arcuri, traz dicas bem rápidas e práticas sobre investimentos, aposentadoria, planos etc.
  5. DO ZERO AO TOPO – Podcast apresentado por Letícia Toledo, repórter do InfoMoney que sempre traz uma entrevista bem interessante com um empresário de grande destaque do mercado.
  6. PROVOCAST – Podcast que traz o áudio do programa da TV Cultura, Provoca. Marcelo Tas, que dispensa apresentações, entrevista alguma figura de destaque na mídia, na política, na sociedade.
  7. RODA VIVA – Podcast que também traz o áudio do programa Roda Viva da TV Cultura.
  8. ESSE MUNDO É NOSSO – Podcast apresentado pela dupla de jornalistas, Adolfo Nomelini e Rafael Carvalho. O conteúdo é baseado em experiências de viagens, assim como sugestões e conselhos sobre hospedagem, viagem e passeios ao redor do mundo.
  9. DESPERTAR ZEN – Podcast gravado das sessões da Monja Coen. Só digo uma coisa, é o que mais precisamos no dia-a-dia, e principalmente neste momento.
  10. POR AÍ – Podcast gravado por Patrícia Ferraz, editora do Paladar, do Estadão. Todo episódio ela traz a dica de um restaurante, algum prato específico desses restaurantes etc. São episódios rápidos e ela apresenta de forma muito espontânea suas opiniões.

Também deixo aqui as minhas duas sugestões para você dos meus 2 podcasts: RECEITAS AO PÉ DO OUVIDO e GATOCAST.

Todos esses podcasts citados, você pode encontrá-los digitando seus nomes no Spotify.

E quando não há desinformação, mas uma falta de sensibilidade?

elder_phoneEstamos vivendo uma pandemia, sim. Temos que estar bem informados e cientes do que deve ser feito para que tenhamos o menor número de baixas e sofrimento possível. Precisamos fazer duas coisas em paralelo: seguir com nossas vidas da melhor forma possível e termos conhecimento sobre o que está ocorrendo no mundo. Una estas duas coisas e você estará partindo do zero de forma adequada.

A situação em que estamos vivendo pode gerar stress, só trazendo malefícios. No entanto, cabe somente a cada um de nós não deixar este stress ocupar nossas mentes, mexer em nossos corpos e afetar nosso dia-a-dia.

Bem pior que ficar deixando o stress tomar conta de você é ser um “delivery de stress” com os mais vulneráveis. Isso é algo que condeno com todas as forças. Obviamente, não estou falando de jornalistas divulgando notícias na TV e na Internet, mas de pessoas que comunicam, incansavelmente, notícias (e nem precisam ser fake news) e alertas, geralmente via Whatsapp, aos seus pais, avós e outros idosos (que são as pessoas mais vulneráveis neste momento de pandemia). Eles já têm tal conhecimento dos fatos que estão ocorrendo, eles conhecem as medidas a serem adotadas, eles estão cumprindo ou tentando cumprir todas as regras exigidas. No entanto, nenhuma dessas pessoas vulneráveis são capazes de construir um escudo mental contra todas as mensagens que chegam de seus entes mais queridos, e todas elas com gráficos, estudos e fatos que apontam para suas mortes.

De todas as coisas que estejam em falta neste momento, a sensibilidade talvez seja a mais escassa de todas.

Planejamento e crescimento em época de coronavírus

planningO efeito do novo coronavírus está aí e não sabemos até quando todo este enclausuramento (exceto para profissionais da saúde) chegará ao seu fim.

Agora que você está em casa, de forma compulsória, é o momento de colocar em prática seu planejamento de tarefas diárias. Desta forma, seu corpo entenderá que você está no meio de toda uma dinâmica com tarefas e demais atividades, e ele o deixará menos propenso à baixa imunidade… e não se esqueça de tomar seus remédios, tomar muita água e alimentar-se bem.

Do momento que você acorda até o momento de dormir, divida seus horários em partes de 30 minutos. Selecione meia hora para estudar algo, preparar a refeição, varrer ou passar aspirador na casa, fazer ginástica, checar se seus parentes e amigos estão bem, assistir aos seus programas e filmes no YouTube, Netflix… etc. Claro que você pode pegar pacotes consecutivos de 30 minutos para ler um livro, trabalhar, meditar, limpar a casa, preparar as refeições e comer, sair e comprar o que realmente está precisando, entre outras coisas. O ideal é sempre ter o que fazer, nem que seja meia hora de soneca no meio da tarde.

SEMPRE HAVERÁ O QUE FAZER.

E tudo isso acaba sendo um aprendizado para todos nós. É neste momento de confinamento que aprendemos a prestar atenção em nós mesmos.
Se você leu o livro “Musashi” (Eiji Yoshikawa), provavelmente se lembra do momento em que o monge Takuan deixa Takezo (o Musashi ainda em seu modo rebelde) confinado em uma sala com milhares de livros… e só. Depois de um longo tempo, ele sai do confinamento “enxergando” melhor as coisas, alterando seu nome, inclusive.

Espero que este momento se encerre logo, mas que possamos voltar como pessoas mais conscientes sobre o tempo, organização e nós mesmos.

5 lições de Fleabag para sua vida

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“Fleabag”, a série de 2 temporadas da Amazon traz alguns pontos que você deveria aplicar em sua vida:

  1. Esqueça os padrões: a protagonista vive a vida dela sem se preocupar em se adequar aos padrões da sociedade e de sua família. Certamente gastamos muito tempo e nos preocupamos à toa com isso.
  2. Siga seus instintos: Fleabag não vai sair na rua pelada do nada, mas se ela quer chegar em alguém e conversar, ela o faz. Se ela quer jogar uma para cima do padre, ela o faz. Se ela quer devolver uma à altura para o cara do banco, ela o faz também. Não digo que é para sair matando as pessoas que você odeia. O que quero dizer é que você pode colocar sua cabeça para pensar por alguns segundos sobre o porquê de você não gostar de alguma pessoa e então tentar resolver a parada numa conversa, caso a pessoa seja de alguma utilidade ainda.
  3. Foque no trabalho e esqueça os comentários alheios: A protagonista tem um café, que no começo não entrava uma alma, e depois parece ter conseguido vários clientes… porém nada disso importava para a família, que sempre a via como uma profissional falida ou nada importante. Você trabalha em algum lugar ou tem seu próprio negócio? Foque, trabalhe, estude e reflita para o mesmo, os comentários que os outros possam fazer sobre ele, e que você sente que não são lá tão felizes ou encorajadores, arraste-os para a lixeira da sua mente. Você sempre encontrará pessoas assim no caminho, independente do que você faça.
  4. Afaste-se de relacionamentos amorosos com pessoas problemáticas: Cada um que ela pegou, meu deus. Ok, era uma série, uma ficção, mas nada impossível na nossa vida real. Esta é meio difícil pois primeiro você precisa ver se você não é o problemático do negócio. Problemático não é ter um defeitinho ou outro, é realmente ser uma pessoa que possa causar prejuízo ou danos para você com o tempo. É que às vezes a gente entra num relacionamento e pensa “ah, ok, é um dos defeitos desta pessoa, eu também tenho uns, mas como gosto muito desta pessoa, as coisas boas até se sobressaem”. Só que quando notamos que o ser está nos levando para o buraco, seja mental, físico ou financeiro, aí tem que caminhar para o fim.
  5. Irmãos… teremos que conviver com eles: Fleabag tem uma irmã paranóica, insegura, ditadora e que quer dar pitacos na vida dos outros. Quem não tem irmão ou irmã assim é porque você é o próprio. Irmão é irmão. A gente se gosta, se respeita, mas com este tipinho explicado aqui, a convivência é foda… muito foda. Eu mesma tenho uma irmã que é bem parecida. No entanto, somos irmãs, e como já disse, a gente se gosta, nos preocupamos uma com a outra e nos respeitamos… até que a morte leve uma ou outra… ou ambas. Família é família.

Gestão do tempo na produção do seu texto

writingQuando estamos no trabalho, em alguns momentos, é muito fácil deixar nossos pensamentos divagarem para longe do que tínhamos que pensar ou raciocinar naquele momento. É muito fácil, por exemplo, irmos para muito longe na questão da criação de um texto e só voltar depois que minutos preciosos foram perdidos… e de repente, você nota que nem começou a palavra do primeiro parágrafo.

A questão que trago aqui é que há este perigo da falta do foco quando precisamos fazer algo que precisará de, no mínimo, uma leve estruturação, ou seja, não estou falando de digitar um e-mail para alguém, estou falando de criar um texto para a explicação de algo, para divulgação, ou algo que exija um pouco mais de um simples relato ou julgamento. Quando você se encontra sentado com as duas mãos apoiadas no teclado do seu note e com uma tela em branco na sua frente, muitas vezes você se vê pensando só a partir daquele momento, e por vezes, as primeiras palavras até saem, mas não é difícil ver que você já deu o backspace umas 3 vezes para reiniciar. E lá vem o perigo! Você começa a entrar numa espiral, olhando para o além e começa a pensar em outras coisas… menos o que você precisa escrever… e só vai voltar a si uns minutos depois. E se você fizer isso com todos os textos que precisa produzir, você vai terminar o dia com meio texto pronto… e vai se sentir o perdedor da vida.

No entanto, se você “se mexer” mais neste processo de produzir algo, você verá que as coisas começarão a caminhar no ritmo que deseja. Como assim? Ao ter esta tarefa de produzir um texto, por exemplo, pegue seu caderno ou folha de papel e comece pelos tópicos da estrutura geral do texto, desenhe quadros para cada um, caso prefira. Volte suas mãos para o teclado do note e passe estes tópicos para a tela, deixando um belo espaço entre cada um. Inicie pelo que achar mais fácil para você naquele momento, e não precisa ser pelo início, se um dos tópicos do miolo lhe parecer mais fácil ou se você já tiver na ponta dos dedos… basta começar a produzí-lo, e então vá passando para os demais. Começou a ficar travado em algum dos tópicos? Levante-se, vá beber água fora da mesa, vá ao banheiro, mas não mexa no celular (mídias sociais, por exemplo) ou nem pense em abrir uma outra aba do browser para checar “ooooutras coisas”. Retorne ao seu lugar, pegue o caderno, vá para o flip chart ou pegue qualquer outro meio que não seja o note, pois naquele lugar, você está preso naquela dúvida ainda. O fato de mudar de meio (onde você está escrevendo… criando) acaba quebrando aquele muro que o bloqueava. Assim que o raciocínio voltar a fluir, retorne aquelas palavras do papel para a tela do note e complete o que estava faltando. E vá escrevendo. Não fique julgando o que você acabou de digitar ou escrever, deixe tudo fluir. É no final de tudo que você inicia o julgamento e o olhar atencioso sobre o pensamento que fluiu naqueles parágrafos. E se tiver observações, correções, simplesmente trate de pesquisar e/ou corrigir. Quando perceber, você gastou um tempo bem menor do que costumava gastar antes quando se perdia no além, pensando em algo que não acrescentava nada.