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O que um gato muda na vida… que nem dá para terminar o post

Desde abril de 2019, tenho um novo companheiro morando comigo. Estou falando do Cookie, um gato SRD (Sem Raça Definida) que adotei.

Assim como ter uma criança ou um cachorro em casa, cuidar e viver com um gato tem seus pontos positivos e alguns “pontos potenciais a serem trabalhados”. Os pontos positivos mais fortes é que eles não atrapalham a vizinhança pois não fazem barulho e eles não precisam de alguém para passear com eles diariamente… santa caixa de areia. E os pontos a serem trabalhados (se algum dia for possível solucionar) são realçados com as subidas deles em tudo que é lugar (mesas, prateleiras, máquina de lavar, pia…), a tara deles por querer pegar todos seus elásticos de cabelo e a mania desesperada de querer arranhar sofás.

A minha vida com o Cookie mudou em muitos detalhes. Fecho portas de cômodos que saio (depois que eu o vi sobre a geladeira, ele nunca mais entrou na cozinha, e só entra no banheiro se eu estiver usando a pia pois desta forma, ele não sobe nela), não deixo nada largado sobre mesas (copos, moedas, elásticos, brincos etc), me controlo mais ainda para não ficar comprando qualquer coisinha para ele, não sumo do nada pois tenho que voltar para ele, tenho um pouco mais de noção sobre os tipos de rações e areias. Sei que quando chego em casa, ele estará miando bem rouco na porta. E preciso saber onde estou andando pois já tropecei nele várias vezes… ele não desgruda.
E sem contar que tenho um companheirinho para qualquer hora… que é bem fiel como cachorro. Ele é um gato diferente.

Não tenho como continuar com este post. O Cookie está cochilando encostado no meu colo, mas eu também estou com o note no meu colo e a bateria já está morrendo.

Aqui a prova:

Não posso pegar o carregador da bateria pq o Cookie encostou e dormiu... não posso me mexer.

Não posso pegar o carregador da bateria pq o Cookie encostou e dormiu… não posso me mexer.

A crônica do “quiver”

Manhã de Carnaval é o domingo que se anuncia. Não viajei, não comemoro e não acompanho os desfiles das escolas de samba. Apenas fico feliz de ter alguns dias para descansar.

O que fazer exatamente na manhã de Carnaval?
Muitas coisas, uma delas é arrumar suas bagunças… nem que seja só aquelas superficiais… aquelas que ficam expostas para qualquer pessoa.

Tem um ítem ou acessório que comprei recentemente na arqueiria (pois bem, poucas pessoas devem saber que sou um dos seres malucos que acordam sábado de manhã e vão para a aula atirar com arco e flecha), o acessório tem um nome legalzinho em inglês “quiver”, e tem um nome feio em português, “aljava”. Este acessório nada mais é algo que fica suspenso pela cintura, e onde você carrega as flechas.

Aí você traz o quiver para casa e só se dá conta mais tarde de uma coisa “onde vou guardar esse negócio até o próximo dia de treino”?
Ele não combina com nada, nenhum lugar nos seus armários tem um lugar simpático para ele. Até suas bolsas olham torto para o novo ser a habitar o lugar. Os kimonos e faixas do karatê, que um dia já passaram um pouco pela mesma situação, parecem chorar de rir do formato e função tão “diferenciados” do quiver.

Sinto que em qualquer armário em que guarde o quiver, ele sofrerá bullying de outros objetos.

Nas prateleiras de sapatos, até a bota de cano longo de mil invernos passados olha para o acessório e parece grita “WTF?!?”.

Até o momento, o local de descanso temporário do quiver é a área plana sobre a impressora. Nem preciso dizer que nada combina com nada nesta cena.

Onde eu deixo este quiver?