Archive for February 2025

Limões que precisam virar limonada

Situação observada: O profissional, com uns meses de empresa, começa a se sentir incomodado com uma ou duas coisas, engole e deixa passar. Depois vê mais uma ou outra coisa, e comenta com um colega mais próximo. Vê mais uma coisa que o incomoda, decide conversar com seu gestor direto (que fará uma análise, se colocará no lugar para analisar novamente, observa se há equívocos de compreensão por alguma das partes, verificará a prioridade e dará um feedback). Se o feedback do gestor não resolveu seu incômodo até um certo limite de tempo ou imediatamente, este profissional atingirá seu nível máximo de frustração. Dificilmente, e dependendo das ocorrências, este profissional vai parar e analisar todo o panorama enxergando mais de longe, tentando desenhar uma solução ou saída do problema. As emoções estariam à flor da pele, e ele poderia começar a se sentir vitimizado, incompreendido e injustiçado.

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Entre toda esta explosão de emoções negativas e a tentativa de encontrar uma solução, há um gap bem delicado chamado externalização por meio da comunicação verbal, que hoje em dia é absurdamente fácil de atingir um grande número de pessoas rapidamente com a mensagem ou reação, e na mesma moeda e rapidez, receber o reflexo de um erro cometido. Então se aquele profissional, em um período extenso de fúria e rancor, usa suas emoções durante aquele gap de tempo para externalizar seus pensamentos passivo agressivos (que eu chamo de “indiretas”) de forma contínua e para todos, o seu “erro” cresce exponencialmente. Lá no futuro, caso tenha já percebido o seu erro do passado, vai ficar de cócoras no chão, fechando os olhos e chorando de arrependimento ou vergonha por pelo menos 5 horas toda vez que se lembrar do feito. E por que realmente foi considerado um “erro” o que o profissional fez? Pois a partir daquele momento, a partir do início do gap, as pessoas ao redor começam a perceber que o profissional acumula e cultiva o rancor e seu sentimento de “vítima”, e que perde energia constantemente não só enxergando apenas aquelas “pedras”, mas também as vendo em todos os lugares, enquanto que ele mesmo poderia reverter a situação e usá-la em proveito próprio.

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Se lhe derem limões, faça uma limonada.

 

O importante é aprender ainda nesta vida. Aprender não é abaixar a cabeça para algo ou alguém e seguir o que foi mandado incondicionalmente, mas se afastar, entender um lado, entender o outro e ver como tudo pode ser solucionado, de forma pacífica, de forma inteligente.

Se estes contos fossem crônicas

“Se estes contos fossem crônicas”, meu livro, acabou de entrar para venda na Amazon.

Somente na versão digital, ele está disponível neste link: https://a.co/d/iKGoWmN

Eu acabei unindo 8 contos com personagens de personalidades muito complexas para trazer um pouco de humor aos leitores. Algumas pessoas com quem já convivi serviram um pouco de inspiração para umas poucas personagens. Então se você me conhece, não acredite que você possa estar entre os contos do livro, mas talvez uma ou outra característica pode estar presente.

As situações em que as personagens se veem ou se encontram pode se assemelhar ou não às situações de muitos hoje em dia.

Quando estava escrevendo os primeiros contos (eles não estão apresentados na ordem cronológica de criação), comecei a ver que eles estavam trazendo alguma crítica sobre alguma questão. Entendi que os contos estavam caminhando muito para um lado de crônicas, portanto o título do livro.

Quem comprar, agradeço demais a confiança, que espero não perder para um próximo livro. 😀

se estes contos fossem crônicas

Se estes contos fossem crônicas

 

 

Um registro para 2025

Desde criança queria escrever um livro. Por vários anos, iniciava alguns parágrafos, mas por conta da escola, estudos, trabalho, outros passatempos, outras coisas, outras distrações, deixava a ideia de lado. No fundo, a intenção nunca morreu.

Sim, acredito que foi necessário passar um bom tempo desde minha infância para que as novas tecnologias viessem, para que novas experiências fossem vividas por mim, novas pessoas entrassem em minha vida e as interpretações sobre várias observações amadurecessem. Pois então, escrevi um livro. Trata-se de um livro curto, de leitura rápida, um conjunto de contos… todos de autoria própria. O livro será oferecido apenas na versão digital e logo estará na Amazon para leitura nos Kindles de quem se interessar em adquirir.

Para um primeiro livro publicado, uma obra curta e unicamente digital satisfazem este ímpeto inicial. Tinha que começar de alguma forma. A intenção para o próximo é partir para algo mais extenso, mas com a mesma facilidade de leitura, tão dinâmico quanto.

Faço uma nova publicação no blog quando tiver o link pela Amazon.