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Trabalho remoto

Há alguns meses, comecei a trabalhar em uma empresa de forma remota.

Um espanto e tanto para uma pessoa que só trabalhou presencialmente até então. Não haveria o contato físico, olho nu a olho nu, hora do café ou almoço com alguém, competição para agendar sala de reunião, caminhar até o outro departamento, tirar dúvida na mesa de outra pessoa… não teria mais isso.

homeoffice

O carro ficaria parado na garagem, o gato estranharia a presença eterna da dona, saberia qual vizinho está reformando o apartamento.

Tudo bem diferente.

Fiquei com medo e receio de não me adaptar. Foi bem estranho nas primeiras semanas… talvez nos primeiros meses. As reuniões virtuais, porém bem mais objetivas. Não se perdia tempo reservando sala livre, e nem com distrações entre os participantes. Os almoços precisamente mais saudáveis e com melhor qualidade do que uma marmita esquentada e sem prato. Sem ar-condicionado no máximo apontado para perto de você ou na sua direção. Sem possíveis colegas sem noção ao redor. Horas de trabalho ao som de um jazz calmo em sua Alexa.

Claro, muita coisa acontecendo e muita movimentação nos emails, nas conversas do chat ou via vídeo, nas análises etc, mas compreendendo que o que está ao redor te auxilia no equilíbrio de tudo.
Como não me acostumar? Meses depois, já estava bem. Não era mais estranho o trabalho remoto.

Recentemente, a mídia tem trazido muitas notícias referentes ao retorno 100% no modelo presencial para as empresas que antes estavam com trabalho remoto ou híbrido. Até tenho um certo receio da empresa ter que repensar algo assim. Eu não teria problemas com isso, mas, ao mesmo tempo, talvez eu tenha que voltar a me readaptar se isso ocorrer.

As caixas geracionais não nos definem

Eu nunca fui muito a favor destas separações por gerações (Baby boomers, X, Y, Z, Alpha). Eu acredito que cada pessoa é um produto da união da criação em casa, das conversas nos grupos de amigos, dos estímulos sensoriais e culturais do ambiente em que vive, da condição financeira familiar, de possíveis traumas e doenças ao longo da vida, mas principalmente, da conclusão que ela tira sobre todos estes fatores unidos e o que ela vai fazer com isso.

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Você, que está classificando e rotulando essas pessoas em gerações diversas, está levando em conta apenas aquelas que mais se aproximam do que hoje está sendo considerado como os “normais” ou a “média”. Compare o possível dia a dia e a forma de pensar de 5 garotas, em seus 20 e poucos anos: uma vive no Afeganistão sob o regime do Talibã, outra vive em plena miséria no Congo, uma terceira é indígena no meio da floresta amazônica, a quarta é brasileira/ paulistana da classe média, e a quinta é uma alemã cadeirante da classe média alta. Elas são iguais? Não. Elas têm valores diferentes? Possivelmente sim… ou não. Elas mostrariam lealdade e proatividade se trabalhassem em um escritório próximo ao lugar onde vivem? Não dá para saber. Haveria alguma chance delas pedirem afastamento por burnout após meses de trabalho em uma empresa? Também não dá para saber. Todas já sofreram algum tipo de abuso psicológico em ambiente familiar? Não é possível garantir. Elas têm o mesmo sonho ou ambição? Não é possível saber.

Cada pessoa é única.

Imagine 3 homens que trabalham em uma mesma empresa e no mesmo departamento. Um está na casa dos vinte anos; outro tem trinta e poucos; e o outro, no início dos seus 40 anos.

Qual deles parece ter a maior chance de abaixar a cabeça e engolir tudo a seco? Qual deles possivelmente apresenta nível máximo de arrogância e de falsa segurança? E qual deles pede as contas por burnout?

Já presenciei tal cenário em uma das minhas experiências profissionais e o resultado foi bem diferente do que acredito que você ou outras pessoas tenham tentado adivinhar.

Também não é pela idade que podemos categorizar o modo de pensar das pessoas, porque, novamente, cada pessoa é única.

Eu entendo que devido à tamanha diversidade nas características individuais das pessoas no mundo, fica inviável estudar, analisar padrões e progredir no desenvolvimento das ciências e em suas aplicações, como no comércio, no Marketing, na Medicina, na Arquitetura, entre outros, porém eu digo que é problemática a classificação pela idade às diferentes características e formas de pensar de cada indivíduo.

Silêncio do pet na video call

Já passou por situações em home office de participar de uma videocall e o gato (espécie felina, não o seu cônjuge bípede) começa a miar alto ou pula e  se deita no mouse ou no teclado? Já tentou usar a IA para conseguir deixar o inquilino de quatro patas afastado e em silêncio nesses momentos?

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Então, se você nunca teve ou nunca fez questão de observar o comportamento de um gato, ele é como blockchain (é independente, imprevisível e consegue caber em qualquer espaço). Daí é muito, muito, muito comum você (durante a call) ter que colocar um outro fundo de tela, silenciar o microfone em alguns momentos etc.

Você pode usar a IA para criar som de aspirador de pó (minutos antes de começar a call e desliga assim que começar). O gato estará fora de seu alcance e quieto por um tempo… mesmo depois de sua call acabar. É cruel, mas funciona.

Algo que não é cruel mas não tão eficiente, pois leva um tempo para ter efeito, é pedir para a IA gerar sons suaves (chuva ou ronron de gato).

Gostaria muito de gravar diversos miados do gato nos momentos que antecedem videocalls e usar a IA para ver se detecta um padrão… só que daí teria que gravar os miados em outras situações para ver o que se passa e talvez entender o que ele quer. A internet está cheia de mídias que trazem miados de gatos por minutos, mas os títulos só dizem “Toque este som e o gato virá correndo”, “Sons para encontrar onde o gato está escondido”… não tem nada assertivo.

Não acho que demora muito para termos a IA trabalhando nisso.

#HomeOffice #InteligênciaArtificial #Produtividade #PetsNoTrabalho

O primeiro pocket money

Eu tinha 8 anos de idade e falei para o meu pai que eu queria trabalhar e ganhar dinheiro. Ele me disse que para trabalhar, eu precisava de alguém que me contratasse. Eu logo respondi que queria trabalhar de vendedora na papelaria do bairro.

pocketmoney

Naquela época, as papelarias de bairro eram mundos mágicos para mim. Papéis coloridos, canetas coloridas, potinhos de glitter, estojos da Hello Kitty, réguas com água e lantejoulas em formato de estrelinhas dentro. Era impossível ser infeliz dentro de uma papelaria.

Meu pai me disse que eu precisava saber se havia trabalho para mim nesta papelaria, meio que duvidando de qualquer ação minha. Então, na tarde do dia seguinte, fui à papelaria. Cheguei para a mulher do balcão e perguntei se tinha trabalho para mim. Ela deu um sorriso e falou que lá estava sobrando gente. Olhei para a menina que estava no caixa (que parecia ser pouca coisa mais velha que eu) e perguntei se nem pessoa do caixa eles precisavam. Ela também disse que não precisava.

Quando meu pai retornou do trabalho, à noite, eu disse para ele que tinha ido pedir emprego na papelaria. Ele ficou muito surpreso. Realmente ele não esperava que eu fizesse isso e me perguntou o que aconteceu depois. Eu falei que eles não precisavam de mais gente. Ele então disse “É difícil arranjar emprego, né?”.

Na tarde do dia seguinte, fui a uma outra papelaria do bairro. Fiz a mesma pergunta para a mulher que estava no balcão e ela fez a mesma coisa: sorriu e disse que não estava precisando de empregados.

Meu pai retornou do trabalho e eu relatei o ocorrido. E então ele me disse “Que difícil arranjar emprego, não?”.

Naquela época, eu gostava de assistir àquelas séries japonesas de heróis (Não era Cavaleiros do Zodíaco… era bem antes disso) que passava no canal da Manchete. Então passei a desenhar os heróis nas folhas sulfite que tinha em casa. Não era desenho de palitinho, mas também não era grande coisa. No final, fazia um rolinho com cada folha desenhada e passava um durex para não abrir.

Eu cheguei perto da minha mãe e falei “Mãe, estou vendendo desenhos. Qual você quer comprar?”. Ela ainda estava naquele momento de tratar as filhas como criancinhas, então ela disse que eu desenhava bem e que compraria um. Eu não me lembro que preço eu havia estabelecido, mas lembro que era em cruzeiros ou cruzados.

No dia seguinte, levei os desenhos para a escola. Expliquei para meus amigos o que eu estava vendendo. Eles acharam muito legal cada desenho, mas ninguém comprou até porque não levavam dinheiro para a escola. No máximo, levavam dinheiro para comprar lanche na cantina. Ofereci para amigos de outras salas, mas recebia um “vou ver com a minha mãe”.

À noite, ofereci meus desenhos para meu pai. Ele disse que não ia comprar porque não estava precisando de desenhos. Ele me perguntou por que eu estava vendendo os desenhos. Eu respondi que queria ter meu dinheiro.

Bom, foi neste momento que a era das mesadas começou lá em casa. Dinheiro em troca de serviços/ tarefas de casa (lavar a louça, tirar o lixo, lavar os quintais, lavar o carro, regar as plantas, estender as roupas para secar, passar aspirador, colocar os pratos na mesa – estas tarefas já eram realizadas, mas tornaram-se oficialmente “serviços pagos” ou “serviços compulsórios e pagos”). — Devia ser horrível viver em um país naquele momento de inflação anual de 500 ou 600%, mas horrível mesmo foi ter uma mesada fixa sem reajuste nesta época :-O

Lógico, o dinheiro que estava investido no banco não era para ser mexido, mas era bom ter aquele outro dinheirinho vindo para suas mãos depois do “trabalho” realizado.

A história e experiência de cada pessoa com o primeiro desejo em obter seu próprio dinheirinho de bolso (nosso pocket money) varia muito, mas são histórias que atraem muito pela pureza da coisa e pelo desconhecimento de obstáculos.

Gestão do tempo na produção do seu texto

writingQuando estamos no trabalho, em alguns momentos, é muito fácil deixar nossos pensamentos divagarem para longe do que tínhamos que pensar ou raciocinar naquele momento. É muito fácil, por exemplo, irmos para muito longe na questão da criação de um texto e só voltar depois que minutos preciosos foram perdidos… e de repente, você nota que nem começou a palavra do primeiro parágrafo.

A questão que trago aqui é que há este perigo da falta do foco quando precisamos fazer algo que precisará de, no mínimo, uma leve estruturação, ou seja, não estou falando de digitar um e-mail para alguém, estou falando de criar um texto para a explicação de algo, para divulgação, ou algo que exija um pouco mais de um simples relato ou julgamento. Quando você se encontra sentado com as duas mãos apoiadas no teclado do seu note e com uma tela em branco na sua frente, muitas vezes você se vê pensando só a partir daquele momento, e por vezes, as primeiras palavras até saem, mas não é difícil ver que você já deu o backspace umas 3 vezes para reiniciar. E lá vem o perigo! Você começa a entrar numa espiral, olhando para o além e começa a pensar em outras coisas… menos o que você precisa escrever… e só vai voltar a si uns minutos depois. E se você fizer isso com todos os textos que precisa produzir, você vai terminar o dia com meio texto pronto… e vai se sentir o perdedor da vida.

No entanto, se você “se mexer” mais neste processo de produzir algo, você verá que as coisas começarão a caminhar no ritmo que deseja. Como assim? Ao ter esta tarefa de produzir um texto, por exemplo, pegue seu caderno ou folha de papel e comece pelos tópicos da estrutura geral do texto, desenhe quadros para cada um, caso prefira. Volte suas mãos para o teclado do note e passe estes tópicos para a tela, deixando um belo espaço entre cada um. Inicie pelo que achar mais fácil para você naquele momento, e não precisa ser pelo início, se um dos tópicos do miolo lhe parecer mais fácil ou se você já tiver na ponta dos dedos… basta começar a produzí-lo, e então vá passando para os demais. Começou a ficar travado em algum dos tópicos? Levante-se, vá beber água fora da mesa, vá ao banheiro, mas não mexa no celular (mídias sociais, por exemplo) ou nem pense em abrir uma outra aba do browser para checar “ooooutras coisas”. Retorne ao seu lugar, pegue o caderno, vá para o flip chart ou pegue qualquer outro meio que não seja o note, pois naquele lugar, você está preso naquela dúvida ainda. O fato de mudar de meio (onde você está escrevendo… criando) acaba quebrando aquele muro que o bloqueava. Assim que o raciocínio voltar a fluir, retorne aquelas palavras do papel para a tela do note e complete o que estava faltando. E vá escrevendo. Não fique julgando o que você acabou de digitar ou escrever, deixe tudo fluir. É no final de tudo que você inicia o julgamento e o olhar atencioso sobre o pensamento que fluiu naqueles parágrafos. E se tiver observações, correções, simplesmente trate de pesquisar e/ou corrigir. Quando perceber, você gastou um tempo bem menor do que costumava gastar antes quando se perdia no além, pensando em algo que não acrescentava nada.

A melhor hora de buscar um novo emprego

Imagem: http://www.best-pocketknife.netDizem que a melhor hora de mudar de emprego ou então de se lançar com mais força no mercado é o início do ano. Outros dizem que lá para o meio do ano também é interessante.

“Ah, mas depende em que área você atua”.

Não, não sejam tão ingênuos. A melhor hora de mudar de emprego ou conseguir um novo após um período parado é a hora em que você se sente mais preparado como nunca para isso. É aquele momento em que você enxerga a oportunidade e diz a si próprio “esta vaga foi feita pra mim e vou gerar melhorias a curto prazo”. Isso vale para publicitários, advogados, engenheiros, professores, operários, faxineiros… para todas as profissões.

Um dia estava comentando com um amigo que se uma pessoa só fica esperando a boa vontade de retornos das empresas através de LinkedIn, dos sites de empregos, etc, perde-se muito tempo. A Internet e as mídias sociais trouxeram muito mais agilidade para isso? Sim, mas não fique dependente apenas destes. Neste exato momento, existem empresas que não sabem que precisam trocar de funcionários. Levante e ofereça o seu “talento”, não o currículo, mas uma proposta de solução. “Ah, mas eles podem pegar minha ideia e usá-la sem me dar créditos”. Você é um gerador de ideias, não se preocupe, melhores virão e a tal empresa vai dar um jeito de se mexer e não ficar dependente das ideias de terceiros. Alguma mudança você fará no mundo.

Meu pai já dizia “Você está procurando trabalho ou emprego? Trabalho é o que não falta no mundo. Emprego já é outra coisa”. Pois então eu digo aos que estão de alguma forma com dúvidas, medos e receios, comecem o trabalho que o emprego virá. Se este não “vier”, você poderá se dar conta de que está criando um.

Objetivo e precisão é tudo

Por anos tenho olhado inúmeros currículos, todos obviamente para trabalhar diretamente comigo.
Graças aos serviços como o trampos.co, você consegue receber vários currículos por hora, dependendo da vaga. No entanto, quanto mais currículos você recebe neste dia-a-dia corrido, menor o tempo para conseguir puxar e ver o que os candidatos têm a oferecer. Menor o tempo, maior a objetividade que estes arquivos e mensagens precisam ter.

É triste mas existem vários candidatos que realmente não se importam em escrever algo no corpo do e-mail, existem os que enviam para vários e-mails de outras agências, temos os que atiram para todos os lados, e alguns poucos que acham que estão falando com um de seus concorrentes, porém enviando para seu e-mail.

É muito ruim esta falta de noção dos candidatos, principalmente os mais novos (alguns, pelo menos). Em nosso meio (Comunicação), é muito comum recebermos currículos com os objetivos “trabalhar na área de Marketing/ Comunicação”. Isso é muito amplo, amplo demais. Embora seja um erro muito comum dos novatos, isso não o ajuda a “ser pego para o que tiver”, muito pelo contrário, sua única chance naquele lugar foi descartada.

Gostava de ver currículos objetivos, quero trabalhar nisso ou com isso, tenho experiência naquilo (experiência que interessava para aquela vaga, não a de padeiro, a de mágico, de curandeiro).

Não estou falando apenas dos novatos, todos somos candidatos, de alguma forma. Apenas acredito que para qualquer documento, trabalho ou algo que vá mostrar como você é e o que você faz, precisa ser objetivo, conciso e passar o que você gostaria de receber se estivesse do outro lado.

WTF?

Eu entendo perfeitamente que muitas coisas hoje não estão fáceis, mas é exatamente por isso que devemos nos esforçar mais para fazermos o certo, nos arriscarmos com todo nosso melhor e nem pensar em levar as coisas tão levianamente.
Quando estamos em busca de uma oportunidade no mercado de trabalho, precisamos entender se os requisitos no mínimo batem com o que podemos oferecer do nosso esforço, conhecimento e experiência. Além disso, devemos sempre levar em consideração sobre nossos extras, sobre nosso conhecimento que poderá ser útil, mesmo não tendo sido um requisito.

Sim, fiz todo esse rodeio para falar que também existem casos penosos, talvez por falta de experiência, por alguém aconselhando… ou por falta de vontade própria mesmo.
Presenciei neste último mês, dois currículos de 2 candidatas a uma vaga em comunicação. A primeira enviou seu currículo anexo a um e-mail e um texto de apresentação:
“… Dentre minhas características profissionais destacam-se o perfeccionismo, dedicação, facilidade de interação com o grupo e responsabilidade.”

O interessante foi notar que uma das próximas candidatas também apresentava um texto de apresentação no corpo do e-mail:
“… Dentre minhas características profissionais destacam-se o perfeccionismo, dedicação, facilidade de interação com o grupo, responsabilidade… (seguir listando suas aptidões).”

Poxa, gente.

New Ideas – Social Media – Rae,MP

O primeiro encontro do New Ideas – Social Media da Rae,MP foi muito legal mesmo. Tivemos a oportunidade de apresentar toda a importância de um planejamento e preparo bem executado no trabalho de mídias sociais para os clientes.

Veja um vídeo de como foi o evento:

Time difference

Você tem um momento do dia em que ideias e planos pipocam em sua cabeça e você tem um outro momento em que você está em 200% de sua capacidade para colocá-los em prática.
Comigo acontece desta forma, em momentos bem diferentes.