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Aplicativos

Para diversão, para ser útil ou ambos? Hoje eu vejo, escuto e falo com diversas pessoas que têm uma, esta ou outra opinião sobre a finalidade de um aplicativo a ser planejado, criado e desenvolvido.

Podemos começar com uma pergunta simples: “Quantos e quais aplicativos você tem em seu celular e em seu desktop?”.

Há quem diga que os aplicativos são muito mais utilizados quando eles servem como utilitários, são úteis para algo em seu dia-a-dia ou em situações específicas. Mas há quem prefira dizer que os aplicativos servem para divertir e matar seu tempo quando você está em alguma sala de espera, parado no metrô ou no trânsito.

É aquela história do aplicativo time killer e time saver. Ele é um passatempo ou algo útil?

O aplicativo pode ser time killer e saver ao mesmo tempo? Com certeza, mas acredito que dificilmente a mente de uma pessoa estará voltada em um exato momento para uma ou outra função na hora em que abriu o aplicativo.

Quanto tempo eles duram em seu celular, por exemplo? No meu caso, tratando-se de games, 1 ou 2 semanas no máximo! Se for utilitário (e muito eficiente mesmo) dificilmente sai ou fica lá sendo acessado todos os dias ou frequentemente.

Conheço pessoas também que têm 60, 70 aplicativos instalados em seus smartphones, mas simplesmente porque ficaram por lá observando uns 7 ou 8 sendo utilizados intensamente… 3 ou 4 utilitários e uns 4 jogos.

E é incrível o número de aplicativos novos pagos ou gratuitos que surgem todos os dias. Você também tem aquela impressão que o aplicativo está se transformando em um tipo de commodity?

Você vai lá baixa em seu celular, usa (ou nem usa), desinstala, pega outro, baixa por 3 dólares, usa, desinstala…

A experiência rápida virtual ficou banal e algo que talvez poderíamos chamar de one-minute-experience é o que provavelmente faria mais parte do nosso consumo de aplicativos no dia-a-dia.

Seja você um desenvolvedor ou usuário, o que seria necessário para aumentar este tempo de experiência com o aplicativo? Ele teria que ser orientado a tarefas ou a diversão?

Este post também pode ser lido no Quick Drops.

Pressão no desenho

Mais um vício para momentos mais relax… ou não do seu dia. DrawSomething.
Eu não me lembro quando baixei este app no meu celular, mas ele certamente é um dos mais usados no aparelho.
Para quem não conhece, a explicação mais sucinta seria a de um “Imagem & Ação” (sem ação ou mímica, vamos dizer assim) com seus contatos do FB, obviamente com aqueles que também estão com o app baixado. Não tem tempo, nem objetivo de chegar a um ponto como se fosse uma corrida, mas as recompensas por desenhar, acertar e fazer com que o outro também acerte são moedinhas virtuais que você pode trocar por mais cores para usar durante o desenho, ou mais artifícios para conseguir adivinhar os desenhos.

E é engraçado ficar reparando como as pessoas desenham ou tentam adivinhar pois de certa forma, acaba mostrando um pouco sobre elas mesmas. Por exemplo, tive um professor na Panamericana, que além de um excelente desenhista, também é ótimo como ilustrador… então já viu, né? Só interpretação top dos desenhos. Assim como você também tem alguns amigos que desenham uma circunferência e uma reta, e de alguma forma, você precisa entender que eles quiseram desenhar um cometa.

Provavelmente a empresa criadora do aplicativo, a OMGPOP, nem sequer esperava tamanho sucesso. 50 dias após o lançamento, 50 milhões de pessoas já tinham feito o download do DrawSomething em seus dispositivos móveis. Foi aí que veio a bonitona e faminta Zynga pra querer abocanhar a OMGPOP e o DrawSomething, tudo isso ainda em março deste ano… valor, 180 milhões de dólares.
Bomba: o aplicativo começou a perder usuários… de enxurrada, e as ações da Zynga começaram a cair bastante no mercado.
Historinha bem rápida, mas verídica.

De qualquer forma, muita gente ainda gosta bastante deste aplicativo, e falando francamente, prefiro bem mais que Angry Birds.

Este artigo também pode ser encontrado no Portal Making Of (25/05/2012)
http://www.revistamakingof.com.br/17,49844-press%C3%A3o-no-desenho.htm

Pedrinho, o que você está compartilhando aí?

Crianças na internet e redes sociais na Internet. Dois elementos delicados para discutirmos separadamente ou conjuntamente.

Diferentemente do que ocorre no dia a dia das empresas que estão cada vez mais se interessando em tentar atingir o maior público possível ou então não estar ausente de forma alguma nas redes sociais, com as famílias com crianças ocorre o oposto, há uma preocupação dos pais e responsáveis em saber como seus filhos em idade infantil estão se comportando na Internet, e principalmente, nas redes sociais.

Você talvez já deva estar pensando de forma negativa, lembrando-se apenas de redes muito populares como Orkut e Facebook, que até possuem regras restritas em relação à faixa etária para cadastro (claramente ignoradas por milhares de internautas mirins). Mas o mundo das redes sociais é muito mais que isso. Hoje temos várias redes sociais criadas através de sites educativos e próprios para o desenvolvimento, aprendizado e interação de pais e crianças. Obviamente, elas geralmente são internas aos sites e portais, e um pouco menos divulgadas. Mas ainda uma forma saudável de desenvolver este contato entre as crianças e o aprendizado compartilhado.

Mas elas também querem ter um breve momento de lazer nas redes sociais, e de preferência, onde alguns de seus amiguinhos também estejam. O drama ainda não é esse, mas a preocupação surge quando chegamos em “o que seus filhos estão inserindo como conteúdo nestas redes sociais?”. São piadinhas, quadrinhos, animações infantis, fotos do cachorrinho, pequenas discussões sobre joguinhos? O que você permite que ela compartilhe ou deixe exposto?

O segredo está em manter o diálogo e regras muito bem definidas com seus filhos em relação ao que eles podem colocar ou não nas redes sociais na Internet. Se você não quer que a família fique exposta de uma ou de outra forma, alerte-a sobre isso. Mantenha a criança consciente de que deixar dados importantes expostos (endereço, telefone, etc) não é uma possibilidade. Até mesmo aquele comentário simples, mas que pode ser explorado de forma perigosa, por exemplo “Tio Manoel, sentiremos saudades suas por muito tempo. Boa sorte com seu novo trabalho na Austrália. Peninha q sua casa ficará vazia por tanto tempo”.

Na minha opinião, o mal não veio com as redes sociais, nem com jornais, celulares, etc, e como vocês já sabem, o fator humano sempre será o responsável. E enquanto as coisas não ficam perfeitas, passe mais tempo com seus filhos, incluindo nas redes sociais, se possível.

Marina Mizioka

Este texto foi publicado no Jornal da Tarde (13/02/2012 – pág. 2), sob o título “Cuidado com as redes sociais”

Possibilidades

Há uns 25 ou 26 anos atrás, lembro que li na escola um livrinho que contava a história de uma família que comprou uma TV especial. O aparelho exibia normalmente o conteúdo dos canais, mas era especial porque, nos intervalos comerciais, a família notou que podia interagir com o conteúdo. Eles podiam obter (sem precisar comprar, pelo que me lembre) os produtos apresentados nos comerciais, ou seja, podiam pegar diretamente da tela para sua sala.

Era uma época de imaginar como seria o futuro, das possibilidades que pareciam estar muito distantes. Época que acabei assistindo ao filme “Poltergeist” (num mesmo esquema interativo com a TV, só que de uma forma macabra) e tempos em que também vivia assistindo aos “Jetsons”.

O tempo passou e, hoje, tudo aquilo que imaginávamos ficou banal, se não ultrapassado. Está certo que ainda dirigimos sobre o chão, e que não conseguimos pegar uma pizza quentinha direto da tela da TV num comercial da Pizza Hut, mas o segredo foi o progresso feito em interatividade através de dispositivos tradicionais.

E eu fico feliz em ver que dispositivos novos surgem, são pensados, desenvolvidos, produzidos e chegam em nossas mãos, mas fico mais contente ainda em ver que não precisamos abandonar ao todo aqueles tradicionais que sempre tivemos em casa.

Creio que estamos vivendo uma época em que praticamente tudo o que pensamos é possível de ser materializado. Sim, com maior ou menor custo, maior ou menor tempo de materializá-lo, mas possível. O que esperar na publicidade do futuro? E os meios e os veículos de comunicação? O que nos aguarda em relação às possibilidades? Ou melhor, nosso psicológico chegará a um nível tão elevado de notar mudanças que ele mesmo se auto-anulará e ficará insensitivo? Não sei, mas se o impossível está ficando para trás, continuaremos alimentando essa nossa fome de concretizar sonhos e possibilidades, e da ficção virar uma realidade comum a todos.

Motorola Xoom

Metalinguagem. Escreverei sobre escrever e usar a tablet na própria.

Primeiramente, deixe-me explicar que estou digitando de um Motorola Xoom, e logo nos primeiros minutos de uso desde que abri a caixa, já atualizei a versão do Honeycomb para 3.1.
Bom, minha única experiência com o Android era com meu celu com a versão 2.1 (q continua com a mesma versão). Na verdade, está com a mesma versão pq tenho um certo medinho do que pode acontecer com ele por casos que já vi acontecendo com outras pessoas, e só situaç?es malucas diferentes umas das outras.

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O teclado é mesmo uma coisa que obviamente você utilizará melhor no landscape. E eu ainda estou ensinando a memória do teclado a aceitar e exibir as palavras que mais uso nos textos. Aquele modo swype do teclado do meu celu faz uma falta doida.
O esquema de copiar, colar e recortar textos é uma questão de se adaptar.
Pelo fato de ser Android do queridíssimo Google, é aquele esquema de “jogou sua conta lá, um abraço”. Todo seu conteúdo de agenda, docs, gmail, reader, etc, já entra nos eixos.

A camera é explêndida, tira fotos maravilhosas e ainda vem com alguns recursos de filtros. Idem para filmes e ainda vem com o programinha de edição de vídeo.

Pelo Android Market com seu login, ele já fica ciente quais aplicativos vc já tem em seu celular e também avisa se o aplicativo que vc quer é apropriado ou não para cada dispositivo.

A bateria é rapidamente recarregável e dura para caramba, mesmo usando e abusando de vídeos e câmera.

Em termos de tamanho, a Xoom é levemente menor que meu netbook, cabe na bolsa sem problema algum. Não é tããão leve, mas as alças da sua bolsa não vão estourar por causa dela.

Recomendo!

LinkedIn – você realmente sabe tirar proveito?

LinkedIn

Coisas que já ouvi a respeito do LinkedIn:

“O LinkedIn não funciona”
“Ah, eu estou lá, mas nem lembro a senha”
“Linke… o quê?”

Ouvi esses e outros comentários de pessoas pouco ou muito envolvidas com redes sociais, mas o drama é que foram todas de profissionais mesmo.

Nota: Se você não sabe o que é o LinkedIn, busque no Google.

Como se trata de uma rede social, é muito óbvio que não basta ter apenas seu registro por lá. Se você vai apenas deixar seu nome e nada mais, queima menos seu filme apagar sua conta.

Nem que você tenha uma conta free, você consegue ver as últimas pessoas (ou suas funções em x empresa) que olharam seu perfil, ficar por dentro de contratações e demissões de qualquer empresa, vagas, etc.

Recomendações. Sim, você pode receber a recomendação de alguém que trabalhou com você, assim como você pode fazer o mesmo com quem você realmente gostou de trabalhar. Eu acho que é a parte mais delicada desta rede social porque você pode ter uma grande rede de contatos que não sabe utilizar tal recurso do LinkedIn ou não se lembra de fazê-lo, encontro também casos de “permuta” e várias outras situações possíveis de se encontrar. Mas a que eu acho a rainha das terríveis é ficar incomodando seus contatos até que eles façam uma recomendação sobre você. Então eu sugiro uma revisão de seus contatos.

“Preenchi tudo, mas e aí?”

Daí vai depender muito mais de um trabalho seu na rede social do que da demanda do mercado.
Sabe aqueles grupos disponíveis no LinkedIn? Geralmente eles dispõem de vários tópicos de discussão, e acredite, tem empresas e profissionais de RH de olho em vários destes tópicos e comentários. Mas sua participação precisa ser relevante, não adianta “abrir a boca e dizer o óbvio”.

Os contratantes ficarão de olho (curto ou longo prazo), checando tanto seu conhecimento, desenvoltura em tentar dar soluções, quanto sua participação.
Você que já recebeu propostas de trabalho ou contato para entrevistas através do LinkedIn, sabe do que estou falando, não?

“Ei, Facebook! Onde o senhor pensa que vai?”

Google vs. Facebook

“Não é justo!”, deve pensar o Google em relação ao seu co-estrelato atual com o Facebook.

O Google realmente deve ficar assustado após reinar com tanto conforto, não só no serviço de buscas, mas também no sistema de anúncios na web (criação do AdWords em 2000 e a compra do sistema AdSense 2 anos depois), que é o que realmente gera receita ao gigante e seus afiliados. Tudo por causa da rede social de Zuckerberg, o Facebook.

Está certo, atualmente ainda há o gigantismo e o poder praticamente onisciente do Google na publicidade online, mas é impossível não admirar o progresso do sistema de anúncios do Facebook. E outra, estamos falando apenas de uma rede social, ou seja, é como se o Orkut do Google tivesse tal obrigação e responsabilidade de ser tal fenômeno, apenas ele mesmo.

Mas onde apostar as fichas? Ou melhor, onde investir nossa verba de marketing? Google Adwords + AdSense ou Facebook? Qual trará maior retorno?

Depende do seu objetivo, target, de seu planejamento de campanha, tempo, outras mídias também presentes no plano e muitos outros fatores. Ainda existem diferenças entre os sistemas do Google e do Facebook. No primeiro, é quase impossível não ter sua presença em milhões de sites, blogs, buscadores e redes sociais por AdWords e AdSense (e acredite, até mesmo na hora de escolher sites específicos onde você gostaria de ter seu anúncio exibido, o Facebook é uma opção!?), sem contar a flexibilidade na hora de criar seu anúncio (formato texto, gráfico, vídeo ou mobile). No segundo, a exibição dos anúncios é interna, ou seja, apenas no próprio Facebook, mas como você já sabe, esta rede social possui milhões de usuários ativos no mundo. O formato do anúncio é restrito, mas a questão da escolha do target é bem mais precisa.

Resumindo, entre Google e Facebook, tudo é uma questão de estratégia.

Este artigo também pode ser lido no link abaixo:
http://www.proxxima.com.br/proxxima/redes_sociais/noticia/20110512-Ei-Facebook-Onde-o-senhor-pensa-que-vai.html

Campus Party 2011

Eu na Campus Party 2011

Ok, 4 ou mais apagões, fila para tudo, muito calor e muita chuva. Em termos de lições para o próximo ano, os organizadores já têm o que resolver.

Vou dizer que o conteúdo deste ano em vários palcos foram interessantes, mas NEM tudo foi novidade. Não estou subestimando os assuntos (jamais!), mas se no ano passado tivemos descobertas ou coisas novas a contar através de nossas contas no Twitter e blogs, neste ano, senti que o que realmente houve foi o aprofundamento técnico ou conceitual naqueles tópicos que foram chamados de tendências no ano passado.

Praticamente quase todos palcos abordaram a questão mobile, as próprias stands tinham algumas de suas mecânicas para ganhar brindes através do dispositivo. Tivemos oficinas e palestras sobre geolocalização, apps e desenvolvimento para dispositivos móveis, incluindo até plano de negócios para os mesmos.

Debate Geolocalização - Campus Party 2011

Como já sabemos, o ano será das tablets. Não, não foi ano passado pois eram poucos que as possuíam, portanto neste ano, como estamos vendo mais modelos à venda e uma variedade um pouquinho maior de preços e possibilidades, as pessoas poderão adquirí-las para que a troca de experiência, opiniões e informações seja maior, e as ideias para desenvolvimento de aplicativos, melhor exploradas.

Al Gore

Ben Hammersley (Wired UK, Campus Party USA), Al Gore (vice-presidente dos EUA), Tim Berners-Lee (pai da WWW), Steve Wozniak (co-fundador da Apple), Michael Comberiate (NASA), Jon “Maddog” Hall (Linux), Kul Wadhwa (Wikimedia – Wikipedia) e outros convidados internacionais subiram ao palco para contar histórias, experiências, darem suas opiniões, mas ainda assim, foram unânimes em dizer que os campuseiros ali presentes, assim como muitos brasileiros são tão bons e tão capazes quanto os profissionais internacionais de suas mesmas áreas. O próprio engenheiro da NASA, Michael Comberiate disse que tinha brasileiros em sua equipe e gostaria que tivesse mais, incentivando os presentes a enviarem seus projetos e currículos para a organização.

Ben Hammersley na Campus Party 2011

Campus Verde, Campus Futuro, Palco Astronomia e Espaço, embora estivessem ganhando aos poucos as visitas dos campuseiros durante a semana, apresentaram temas e oficinas extremamente interessantes (Realidade Diminuída – que também foi apresentada pelo alemão Jan Herling num dos palcos de Criatividade -, biocombustíveis, alimentos vivos, astronomia pela visão dos índios, desenvolvimento de foguetes entre outros).

Constelações vistas pelos índios brasileiros

No palco de Software Livre, tivemos muito a união com redes sociais, principalmente com as oficinas de desenvolvimento das mesmas com programação aberta, até mesmo foi mencionado o #dilmanarede, criado durante campanha presidencial, utilizando o Noosfero.

#dilmanarede no palco Software Livre

Falou em simuladores, o que vem logo em nossas cabeças é o Flight Simulator. Dito e feito, maior parte dos simuladores foram de aviões (de caça, comerciais, helicópteros). Obviamente, não só o próprio Flight Simulator, mas também projetos semelhantes, como o FA18 Korea Tour.

FA18 Korea Tour

Voltando a falar de dispositivos móveis, o projeto vencedor do Campuseiros Inventam foi o Mobiclub, idealizado por campuseiros do Recife, que basicamente propõe o pagamento de contas em bares, restaurantes e baladas através do celular, sem pegar filas. Yep, 100 mil pilas aos vencedores e muitas outras vantagens, incluindo a visita a 5 Campus Parties pelo mundo.
Hmmm, o conceito em si, na minha opinião, não é original, mas é possível que tenha sido a ideia mais viável e mais estruturada entre outros projetos apresentados.

Ahhh, no meio de tanta informação, as pessoas também puderam relaxar e se divertir observando e tirando fotos dos modelos mais exóticos em Modding, testando simuladores, aproveitando os diversos pontos para jogar Kinect e Guitar Hero, fazer seu networking, socializar… até mesmo pedir em casamento sobre um palco.

Chucky em destaque com desenvolvedores em Modding

Kinect para se divertir

Estão dizendo em uma possível Campus Party 2012 no Amazonas ou no Rio… sinceramente, espero que seja sempre em SP.

Para ver algumas fotos que tirei durante a semana de Campus Party 2011, clique no endereço abaixo:

http://www.flickr.com/photos/marinatm/sets/72157625743719309/

Lembre-se: você é apenas o paciente

Patientslikeme

A primeira vez que ouvi falar no patientslikeme.com foi na InterCon 2009, e nesta última INFO, saiu também sobre o mesmo na coluna de Don Tapscott.

Na verdade, quando você tem um assunto extremamente delicado como “saúde”, ainda mais em compartilhamento de informações por redes sociais na Internet, qualquer um talvez faça aquela pergunta: “O paciente poderia fazer seu próprio diagnóstico e decidir quais os passos a seguir, sem o auxílio de médicos?”. Não.

Obviamente, ainda precisamos destes profissionais que estão vivendo o dia-a-dia em pesquisas específicas, casos clínicos que mal chegarão ao conhecimento de outras pessoas leigas, aliados ao seu próprio conhecimento como profissionais de saúde.

Eu acredito muito que você pode consultar, pesquisar, gerar leves hipóteses para conversar e esclarecê-las com seu médico de confiança, mas nada que você deva fazer sua automedicação por informações de pessoas não-especializadas, dentro ou fora da Internet.

Há um outro ponto em relação a assuntos delicados em redes sociais. Em algumas apresentações que fiz, onde também comentei rapidamente sobre a função do patientslikeme.com como uma “rede social” específica, eu exibia meu ponto de vista em relação ao que poderia ocorrer com a mesma se ela fosse popularizada e a maioria de seus usuários fossem brasileiros. Talvez funcionasse por um tempo, não sei, mas eu também acho que uma possível “orkutização” não estaria tão longe para uma rede séria como esta. Você nunca sabe quando os miguxos começam querer invadir seu território. Talvez, nem só estes casos, mas também a preocupação com interesses comerciais de pequenos e médios laboratórios se envolvendo de formas estratégicas para “fisgar” um público.

De qualquer forma, qualquer tipo de informação que envolva “saúde” e que seja levado para as redes sociais na Internet, precisa ser verídica e confirmada pelas pessoas que a divulgam. A rede só vai permitir a difusão da mesma, e o cuidado e consequências a partir disso, são das próprias pessoas que lidarão com tal informação.

Crônica de um cara nas redes


Upload feito originalmente por Keoki Seu
 

A manhã começa com um tweet “Bom dia, pessoal! o/”

Logo, parte de seus 1.000 seguidores já notaram seu bom humor, mas também já o aguardam com um sorrisinho irônico, pois sabem que esse seu sentimento é efêmero e em algumas horas, você estará recebendo retweets de seu sarcasmo no final da tarde, geralmente quando todas as bombas costumam estourar.

Você vai até a padaria, pede um pão na chapa e um cafezinho, enquanto dá check-in pelo Foursquare e curioso, fica imaginando quem é o João Carlos que reina absoluto como mayor daquele local.

Você não costuma usar mais o Orkut, mas faz tanto tempo que não checa os aniversários de seus amigos que resolve acessar tal rede naquele momento mesmo, enquanto o pão na chapa ainda não vem no balcão. Ah, seria tão bom se todos seus amigos estivessem em boa parte das redes como você, não? E cada vez mais, você torce o nariz quando vê que há muita resistência de alguns de seus amigos se contentarem somente com o Orkut.

Depois da padaria, você enfrenta o caótico e parado trânsito das manhãs paulistanas e enquanto aguarda a luz verde do semáforo, nota um Papai Noel (ou alguém parecido) no fusquinha simpático ao seu lado, com suspensório de renas bordadas. Não há tempo a perder, o semáforo pode abrir a qualquer momento, você imediatamente saca o celular e tira uma foto para subir imediatamente ao Twitpic e ao seu Facebook com o texto “Crianças, com este trânsito dos infernos, até Papai Noel pode atrasar um pouco”.

E já que o trânsito continua parado, aproveita para ler as últimas notícias pelo Twitter. Por precaução, reforça seu último tweet do Twitpic, informando que chegará atrasado no trabalho.

Check-in no local de trabalho porque pelo menos neste lugar, você é mayor e é bom fazer tal manutenção sempre, já que você ainda corre atrás do badge para mayor de 50 locais.

Enquanto checa o restante dos e-mails, acaba pesquisando no slideshare algumas apresentações que falam sobre aquele detalhezinho que falta em seus relatórios.

Um e-mail anuncia que 4 colegas dos tempos de faculdade estão pedindo sua permissão para se conectarem pelo LinkedIn. Em paralelo o que você se encontra fazendo, abre uma aba do browser para ver onde este pessoal está trabalhando. Fica feliz pelo sucesso de alguns deles em terras germânicas e enquanto caminha pelo corredor para pegar um cafezinho na copa, se lembra das músicas que ouvia durante o mochilão de muitos anos atrás em terras distantes, mas esta sensação de satisfação dura pouco quando encontra o tiozinho da TI, que já tinha histórico de discussão com você, principalmente quando separava e ouvia algumas músicas pelo Grooveshark no escritório.

Enquanto monta uma apresentação para a próxima reunião, lembra que ficou de almoçar com um colega, ex-vizinho de prédio, mas onde está o telefone dele? Bom, ele fez a gentileza de deixar registrado seu número no perfil do Facebook. Ufa, pelo menos dá para avisar que aquele outro restaurante seria melhor, não só para conhecer mas também porque você acabou comprando um almoço pelo Peixe Urbano.

A foto tirada no almoço com seu amigo e marcada por você mesmo no Facebook, já rendeu piadinhas e comentários de seus amigos, dando direito a vários “curtir”. Não adianta, você poderá esperar algumas perguntinhas bobas pelos seus amigos no Formspring.

A recepcionista vem toda feliz entregar umas cartas e revistas que chegaram, e comenta que seu filho super inteligente e esperto está com uma fazenda super mega gigante com muitos porquinhos, casinhas e plantações.

E o stress das bombas estourando começam a tomar conta de você no final da tarde, fazendo-o twittar coisas irônicas para não dar nome aos bois. Em segundos, você se sente um pouco injuriado por não ter sido escolhido via Sorteie.me para receber um par de ingressos do show daquela banda que tem até uma playlist própria em seu YouTube.

No trânsito de volta para casa, dá uma olhada no carro da frente, que adesivou o endereço MySpace de sua banda (talvez?) no vidro traseiro. Bom, a gente se vira como pode, né?

Durante a transmissão do jogo do seu time, twitta fervorosamente, afinal você quer mostrar uma de suas maiores paixões coletivas. E a última penalidade máxima desta partida entrou para os TTs (trending topics) mundiais do Twitter.

Antes de apagar, sente que Deus ainda existe, aquela pessoa que tanto importunava com cantadas inapropriadas, acabou de alterar seu perfil do Facebook, mencionando que está em um relacionamento sério.

#fim

Nota: este texto também pode ser conferido em:
http://maximidia.mmonline.com.br/portal/noticia/Geracao_Z__os_nativos_digitais