O “curtir” é o mais simples dos espelhos

Praticamente parecido com a presença de aplicativos em seu tablet ou smartphone, através das fanpages que você curte pelo seu perfil no Facebook, podemos notar como estamos nos comportando hoje.

Existem fanpages que estarão constantemente curtidas por você: a fanpage da sua empresa, do local onde trabalha, da sua banda favorita, time do coração, da nova loja virtual criada por seu primo (para dar aquela força) e algumas outras. Mas existe um grande universo preenchido pelas fanpages que você certamente vai parar de curtir algum dia e será substituída por outras 3.

Lembra-se das comunidades do Orkut? Aquelas 1500 que você entrava sem lembrar depois que estava nelas? Exatamente igual! Estas páginas que você está curtindo e que pertencem a este outro universo que citei acima, você curtiu porque precisou (fazer pesquisa, olhar concorrência, deixar alguma reclamação) ou então porque suas emoções na hora falaram mais alto e você acabou curtindo.

Diferente daquela época do Orkut com as comunidades, seu feed de posts do Facebook pelo menos trará conteúdo próprio, e bem ou mal, ainda prefiro atualizações variadas… odiaria receber poucas notícias por hora.

Faça um exercício, primeiramente com as páginas que você curte, abra lá seus likes e dê uma olhada ano a ano. Você vai lembrar o que estava acontecendo na época para você curtir cada fanpage.

Depois faça um exercício com algum amigo seu, no mínimo será bem interessante.

Qual é o seu drama com e-books?

Respire antes de começar a digitar alguma crítica. Quando alguém fala para você que gosta ou está gostando de ler livros em dispositivos móveis, ela não está falando “Olha, eu odeio ler livros impressos”. Desculpem-me, mas foi a reação unânime dos que abriram a boca ou teclaram ao meu redor quando eu disse que estava lendo mais e-books.

Não tenho o Kindle, mas você pode ter de graça o app do Amazon Kindle em seu celular, tablet ou no próprio desktop. Mas também não há necessidade de ser o Kindle, tem muitos e-readers que já vêm nos dispositivos móveis ou à venda no Google Play. Agora para os que tanto queriam ler em Português, está aí a chance de comprar os livros na Amazon.com.br e no próprio Google Play.

Não é tão difícil se acostumar à leitura de obras inteiras em seu dispositivo móvel. Já li vários livros pelo próprio celular. Pois é, depende com qual dispositivo você passa mais tempo, ou se você pega muito trânsito, filas, salas de espera… tudo depende do seu ritmo no dia-a-dia.

Adoro livros impressos, mas afirmo aqui que tem dois ao lado da minha cama que estão com a leitura na metade desde… não lembro quando. Já os que estão no celular, tem alguns que estou relendo!

E nada mais fácil que adquirir os livros e tê-los instantaneamente quando você quer ler alguns. Já fui salva em viagens quando havia esquecido de levar algum na mala.

Super baratos e indiscutivelmente práticos, não há motivos para ser contra o consumo de e-books. E novamente, não estou dizendo que odeio livros impressos.

Aplicativos

Para diversão, para ser útil ou ambos? Hoje eu vejo, escuto e falo com diversas pessoas que têm uma, esta ou outra opinião sobre a finalidade de um aplicativo a ser planejado, criado e desenvolvido.

Podemos começar com uma pergunta simples: “Quantos e quais aplicativos você tem em seu celular e em seu desktop?”.

Há quem diga que os aplicativos são muito mais utilizados quando eles servem como utilitários, são úteis para algo em seu dia-a-dia ou em situações específicas. Mas há quem prefira dizer que os aplicativos servem para divertir e matar seu tempo quando você está em alguma sala de espera, parado no metrô ou no trânsito.

É aquela história do aplicativo time killer e time saver. Ele é um passatempo ou algo útil?

O aplicativo pode ser time killer e saver ao mesmo tempo? Com certeza, mas acredito que dificilmente a mente de uma pessoa estará voltada em um exato momento para uma ou outra função na hora em que abriu o aplicativo.

Quanto tempo eles duram em seu celular, por exemplo? No meu caso, tratando-se de games, 1 ou 2 semanas no máximo! Se for utilitário (e muito eficiente mesmo) dificilmente sai ou fica lá sendo acessado todos os dias ou frequentemente.

Conheço pessoas também que têm 60, 70 aplicativos instalados em seus smartphones, mas simplesmente porque ficaram por lá observando uns 7 ou 8 sendo utilizados intensamente… 3 ou 4 utilitários e uns 4 jogos.

E é incrível o número de aplicativos novos pagos ou gratuitos que surgem todos os dias. Você também tem aquela impressão que o aplicativo está se transformando em um tipo de commodity?

Você vai lá baixa em seu celular, usa (ou nem usa), desinstala, pega outro, baixa por 3 dólares, usa, desinstala…

A experiência rápida virtual ficou banal e algo que talvez poderíamos chamar de one-minute-experience é o que provavelmente faria mais parte do nosso consumo de aplicativos no dia-a-dia.

Seja você um desenvolvedor ou usuário, o que seria necessário para aumentar este tempo de experiência com o aplicativo? Ele teria que ser orientado a tarefas ou a diversão?

Este post também pode ser lido no Quick Drops.

Arco e flecha sem apneia – Meio & Mensagem

A matéria que saiu no jornal e portal Meio & Mensagem pode ser conferida AQUI na versão online.

Para esta e outras matérias que saíram em outros veículos: http://marinamizioka.com/?page_id=1197

Social Media Week/ Shared – setembro 2012

Não esqueça a minha Caloi

Este é mais um daqueles artigos que deduram nossa idade.

As crianças dos anos 80 achavam que os brinquedos mais legais ou era um Atari ou uma bicicleta. E quando se falava em bicicleta, o top of mind certamente era Caloi. Não desmerecendo a Monark e outras marcas que também marcaram presença na vida das crianças e jovens, mas a Caloi realmente contou com um trabalho muito bom com esse público.

Eu me lembro que em QUALQUER gibi, você encontrava uma ou mais páginas do anúncio da Caloi com um personagem ruivinho que explicava como “conseguir sua Caloi no Natal” (ou outras datas). Neste mesmo anúncio, você encontrava desenhos de bilhetes super coloridos, já marcados com as frases “não se esqueça da minha Caloi”, “Eu quero minha Caloi”,… Pois bem, o anúncio explicava bem didaticamente e divertida como a criança deveria recortar os bilhetes e espalhá-los em lugares estratégicos da casa para que seus pais pudessem ver.

Teve também produção de comercial para TV (que eu realmente não me lembro):

Agora pense como seria com os meios que temos hoje. Como seria explorada esta necessidade de espalhar um objeto de desejo seu pela casa, justamente para inflenciar os compradores? A sacada era ótima, a Caloi não iria falar diretamente com os consumidores, não iria “forçá-los” a nada, pois quem faria isso seriam as crianças mesmo. Elas saberiam todos os pontos estratégicos, além dos MOMENTOS CERTOS. E seriam elas também as responsáveis a espalhar a marca pela casa.

Você acha que para o mesmo público hoje, teríamos Pinterest, Facebook, Twitter, QR codes e SMS envolvidos para uma mecânica parecida?

Arcos e flechas

Saindo na Revista Propaganda (setembro/ 2012).

Ehehehehe, mas só pra deixar claro, não fui eu que falei que as libras se referiam ao peso do arco, hein!

http://marinamizioka.com/?page_id=1197

Outro carro, mesmo modelo. Chega!

Um carro vindo, uma estrada ou rua da cidade, painel, design externo, apelo de carro mais vendido, um pouco mais disso e daquilo sobre o próprio carro. Cansou? Para mim e para várias pessoas, esta receita já deixou de existir pois não parece mais haver o efeito “surpreenda-me” na maioria das propagandas de carros.

Assista ao comercial feita para o novo Dodge Dart 2013 e note como eles saíram do feijão com arroz sem falar de mistério, sem esconder nada, mas focando no trabalho que dá para uma equipe lançar um carro.

Pintermission da Honda

Uma ação bem bacana de uns meses atrás, da própria Honda, foi utilizar o Pinterest como rede social principal para mostrar este outro lado da vida com a marca.

Eles selecionaram os usuários mais ativos da rede social e ofereceram 500 dólares para ficarem 24 horas descansando com um novo CR-V, e claro, postando fotos em suas contas do Pinterest, em um board específico “Pintermission” para que seus milhares de seguidores pudessem conferir os passeios e eventos.

O objetivo não era mostrar o carro, mas mostrar as diferentes rotinas, deste outro lado não comercial da Honda.

Observação sincera da Marina: há possibilidade desse não ter sido muito bem o objetivo da Honda com isso, mas talvez eles quisessem que os convidados tirassem alguma foto do carro nos ambientes ou que eles mencionassem mais o novo modelo.

http://pinterest.com/happymundane/jon-s-pintermission/
http://pinterest.com/honda/jonathan-s-pintermission/
http://pinterest.com/jchongdesign/pintermission/
http://pinterest.com/honda/jennifer-s-pintermission/
http://pinterest.com/honda/michael-s-pintermission/
http://pinterest.com/caitlin_cawley/caitlin-s-pintermission/
http://pinterest.com/honda/bonnie-s-pintermission/

Ainda há simplicidade

Às vezes, a publicidade se entusiasma e faz o oba-oba crescer com confetes, rojões e efeitos. Histórias, textos e roteiros são feitos, refeitos, engomados, levando mais uma “calda de chocolate suíço” de técnicas de design que permitem uma plástica bonita, legal, mas que vai passar na frente do consumidor e receber o desinteresse do mesmo como algo comum, como mais um comercial apenas.

Mas ainda há vida e formas diferentes de abordagem, até mesmo em comerciais de varejo. Nem sempre a exibição de preços compromete a inteligência por trás de um roteiro. E se estamos cansados de festas e efeitos, procuramos algo simples, direto e objetivo, mas que também não seja espartano, como foram os comerciais da Applebee´s.